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terça-feira, 16 de agosto de 2011

MANDAMENTOS PARA UM HOMEM EM QUEM PODEMOS CONFIAR...

PARTE I
MANDAMENTOS PARA UM HOMEM EM QUEM PODEMOS CONFIAR...

PRIMEIRO MANDAMENTO - Nunca admita que estar errado, sempre negue tudo.

SEGUNDO MANDAMENTO – Não cobiçar a mulher de quem estiver próximo, providencie primeiro o afastamento do “candidato”.

TERCEIRO MANDAMENTO – Sempre ter alguém muito “parecido” com você, afim de que ele leve a culpa de seus atos...(você não estava naquele  local foi alguém parecido, o sósia....)

QUARTO MANDAMENTO – Sempre procure empregos que você tenha que dobrar, para que certas justificativas tenham consistência. (Passar a noite no “trabalho, viagens a “serviço”, Horários diferenciados, a qual quer momento você pode ser “chamado”...)

QUINTO MANDAMENTO – Seja sempre muito popular, agradando a todas, pois assim nunca saberão quando você está brincando, falando a verdade, ou mentiras...

SEXTO MANDAMENTO – Mande sempre alguém telefonar para você (mulheres), pois assim nunca poderão ter certeza de quais são as que não são “sobrinhas”... amiguinhas...coleguinhas, e tudo “inhas...”

SETIMO MANDAMENTO – Tenha sempre amigos “abençoados” que também militem no mesmo “ramo de atividade de apoio as maiores carentes”, pois eles poderão jurar sua “Honestidade” sempre que for preciso. Amigos bons morrem mas não entregam.

OITAVO MANDAMENTO – Sempre insista, nunca desista quando elas disserem não, pois a casa acaba caindo, se não for à casa outra coisa pode errr... cair...

NONO MANDAMENTO – SE O DIA NÃO TIVER PARA PEIXE, RECOLHA SUAS ARMAS, PARA AFIÁ-LAS, POIS SEMPRE HAVERÁ UM NOVO DIA, ENTÃO A POBRECITA... PODERÁ VACILAR E ASSIM VOCÊ MARCARÁ MAIS UM GOOL...

DÉCIMO MANDAMENTO – Seja democrático louras, morenas mulatas, sararás, neguinhas, branquinhas, chinesinhas, japinhas etc, não importa o modelo, o importante é que seja feminina, chame por ZEUS, e caia para dentro, use todo o seu charme, toda a lábia, prometa o céu, as estrelas, pois o que não podemos é ficar sem ELAS...

DECIMO PRIMEIRO – SE DEPOIS DISTO TUDO VOCÊ NÃO CONSEGUIU NADA, SAIA DE MANSINHO, E FAÇA O CURSO TODO NOVAMENTE, PROCURE OS AUTORES DO LIVRO, SE É QUE VOCÊ TEM ALGUMA CHANCE DE RECUPERAÇÃO...




AS 1002 MANEIRAS DE SE ENROLAR AS MULHERES
AUTORES: José Nonseidas Quantas
                     Pedro Talequal
                     Antonio Escorrega Lavaiuma
Obs: A divulgação, cópia ou leitura deste livro é proibida para o sexo feminino, conforme lei 777 Inciso 171, Parágrafo 69, a infração será punida com prisão em cárcere privado, a disposição do denunciante e sem direito a fiança.

UMA PEQUENA CONFUSÃO COMEÇOU NO BUZÚ

UMA PEQUENA CONFUSÃO COMEÇOU NO BUZÚ...
Quando eu contei pela primeira vez os acontecimentos aqui relatados, meus amigos disseram que foi um sonho, porém você leitor poderá julgar, imparcialmente após ler, verificará que são fatos essencialmente exeqüíveis, simplesmente, passíveis de acontecer diariamente...
Vinha eu tranquilamente voltando para minha casa, em um ônibus que trafegava na quase sempre congestionada Avenida Paralela. Estava lendo um livro como sempre, quando tive a atenção despertada por um freio repentino, o chamado “freio de arrumação”, aquele que os “monstroristas”, utilizam para “distribuir os passageiros” quando o veículo está cheio, por sinal este realmente estava acima da sua lotação normal. Sim como eu relatava, o que aconteceu foi que um “monstrociclista”, que vinha cortando todos os carros, fez a ultrapassagem do ônibus, pela direita, e logo a frente havia uma cratera, das inúmeras que existem e se proliferam pelas nossas Avenidas, com isso ao topar com o buraco, a motocicleta corcoveou como um cavalo brabo, lançando os dois ocupantes em um ziguezague na frente do ônibus, fazendo com que o nosso cinesíforo (motorista) aplicasse aquele freio. Contudo pensando que os ocupantes da motocicleta estavam lhe chacoalhando, gritou para eles impropérios, que foram respondidos a altura...
(motorista)
- Cambada de Misérias, filhos de uma puta... Desgraçados de uma porraaaa...
(Resposta do motociclista)
_ Vai-te contra lenhar, seu corno de goteira, apicum dos infernos...
(O carona juntou)
Cala boca sua munheca de pau, seu genérico de HELLBOY...   
Até agora eu não sei se o sergipano (o motorista era nascido e criado em Sergipe) ficou mais brabo com o corno de goteira, ou genérico de HELLBOY, com isso ele passou a perseguir a moto. Eles ziguezagueando e o buzú seguindo atrás.
Nisso o motorista já de cabeça “frevendo” deu uma fechada na moto, dentro do ônibus os passageiros estavam que no “fiofó” não passava nem azeite refinado, dada à velocidade que aquele bólido estava levando, era uma gritaria só.
Um dizia:
- Para com isso MotÔ... Deixa prá lá...
Outro falava:
- Joga motÔ, pega estes safados... Esmaga eles...
Mais outro gritava:
-Eu tenho três fios, quero ir para casa não prum “SUMITERO”.
O número de passageiros estava em torno de umas 120 cabeças, imagine tudo isso gritando dando ordens, pedindo misericórdia, incentivando o estrago, dizendo palavrões etc.
Ah! Nem todos estavam ligados no que estava acontecendo. Havia um rapaz, torcedor do vitória, que estava totalmente aleio, pois vinha do Barradão, depois de ter tentado assistir o jogo Vitória x Atlético Futebol Clube de Guaracantigubaganga do CACETEAQUATRO 10º colocado da sexta divisão do Piauí, time aquele que num passe de mágica, só mágica, tinha feito um gol no primeiro minuto de bola rolando, pois logo de saída o jogador do vitória “Diabo verde” deu uma bicuda tão infeliz e de tal força que a bola bateu no travessão do atlético, voltou descrevendo uma curva esquisita, passado todo o campo indo morrer no gol do vitória, pegando o goleiro totalmente de surpresa, pois o mesmo estava coçando os “quiba” de olhos fechados (imaginem só...), só viu o petardo quando o juiz apitou. Voltando ao torcedor do vitória desligado, desligado por que estava com o fone de ouvido do celular com AM/FM ligado no transcorrer do jogo, ele não entrou para assistir porque seu ingresso comprado em mãos de um cambista era falso. Contudo este rapaz estava de posse de um adrianino que tinha planejado usar para comemorar o gol de seu time, trazendo ele a cena de pandemônio de se desenrolava (motorista contra motociclista), bem neste momento o vitória empatou exatamente aos 59 minutos do 2º tempo (se não empata o juiz “honesto”, não termina o jogo). O torcedor estava tão concentrado que esquecendo que estava no ônibus acendeu o adrianino (Para quem não sabe, é lançador de bombas muito usado em festas de são João, esse era de seis tiros) e comemorou o gol de empate como se estivesse no meio de uma arquibancada do barradão...
Pensem. Imaginem o que aconteceu. Imaginaram? Eu digo foi muito pior do que isso. Vou contar a vocês como aconteceu.
No momento que o ruído rascante de ignição característico de pólvora em combustão...
- CHISSSSSSSSSSSSSSSSSS... Papum pó pó poUUUUUU          PROUUUUU!!!!!
O torcedor abriu os olhos e viu o que tinha feito. Ele esta só bem no canto que sobem os cadeirantes, fumaça acre prá todo lado, metade dos passageiros estava à frente outra metade no fundo, havia tanto espaço vazio que caberia um fusca ali dentro.  Até hoje ninguém sabe como se amontoaram nas duas extremidades...
No fundão estava um grupo de 10 torcedores da BAMOR, que quiseram entender que aquilo tinha sido um ataque dos imbatíveis. O pau quebrou dentro do ônibus.
Devemos abrir aqui um parêntese. Uma das bombas ao sair pela janela do ônibus, quicou no asfalto e entrou (pasmem!) pelo orifício de colocação de arma de um carro forte que passava ao lado, explodindo no seu interior. Lembrem-se toda a cena,  o ônibus estava perseguindo a moto, ziguezagueando pela Paralela, no seu interior estava havendo um briga de torcida, num ambiente cheio de fumaça.E na concepção dos guarda do carro forte eles estavam sendo atacado, por um ônibus cheio de marginais, que já tinham atirado neles, o ziguezague do ônibus foi visto com manobra para fazê-los parar. A gritaria e os xingamentos davam a entender isso.
De imediato o supervisor do carro forte acionou através do rádio a polícia e outros carros de segurança, solicitando socorro urgente. Dentro do ônibus o caos estava formado, no meio disso D. Francelina, que tinha ido a uma missa na igreja de São Francisco, ligou através do celular para um de seus seis filhos, (todos estavam num jogo, num “baba” de saias, ferrado apostado a 10 caixas de cervejas).
(D.Francelina)
Alo! É Frô?

(Frorisvardo)
Diga AÌ Mãe qualedimermo!
(D.Francelina)
O Frô, pelo amor de Deus Meu fio, to aqui no ônibus, tá tendo uma briga aqui dentro, o pau tá quebrando, é o pessoar dar Marvinas contra, o pessoar da Mussurunga, já teve a te tiro de bala dundum, tem poliça tem até aquele caverão, ônibus te desgovernado... chama Fio, Fao, Feu, Filó e Fafá e vem me buscar, o carro tá indo pela paralela a toda...
Frô nem esperou a mãe terminar, parou o baba, convocou os irmãos, o time, a platéia e o grupo sindicato da cachaça, pongaram no caminhão que Feo usava para distribuir gás liquefeito clandestino “meota” (diga-se de passagem, um Ford 1960, convertido a gás de botijão, sabe Deus como aquilo funcionava...) Observem que são 22 jogadores juiz e bandeirinhas, os reservas, os torcedores, e sindicato, todos em cima do caminhão, por baixo ou pelo alto mais ou menos 50 cabeças e de cabeça cheia, pois baba de saia só para vestir saia já se toma uma saideira, ou entradeira, para reforçar a coragem. O caminhão saiu sacolejando com sua carga de homens e botijões, é porque o veículo estava carregado, e nem se deram o trabalho de retirar os botijões. Fafá era o mais exaltado, por sinal o seu apelido real é bafafá, por adorar uma confusão. Dizia:
- “Panha” feo a primeira bordoada é minha, eles vão saber que não devem bulir com mainha! Agarrando dois botijões e batendo um no outro.
- Calma Fafá tu vai “exprodir” todos nóis, deixa chegar lá prá arrumar um “gás” na cabeça de um daqueles “Ricardão”.
Dizia Zé corninho o cachaceiro mais velho do sindicato. Para ele numa briga todos eram “O Ricardão”, isso depois de ter descoberto que toda a “torcida do Flamengo” “visitava” sua casa toda noite que ele dava seu plantão de Guarda Noturno de uma empresa de segurança (não autorizada). Só descobriu porque o sujeito que estava “afogando” neste dia era surdo, por mais que Chico fuinha, o encarregado de avisar, apitasse, o camarada não ouvia, até sentir a porrada do velho cassetete de caúchu (cassetete na cor preta feito com um antigo tipo de borracha bem compacta) no costado. Por isso entrou pro sindicato, mas não largou a mulher, nem ela teve mais “visitas”, pois seu lombo ficou, ficou “carimbado” e o do surdo Júlio da carreta também, a quem diga que o sacripanta passou a ouvir até o arrastar de uma lesma...
Não vamos perder o fio da meada, lembrado que o ônibus esta a toda velocidade se deslocando pela Avenida Paralela, seus passageiros lutando entre si, pelos motivos que já mencionei, o carro forte, já deu o alarma de um assalto, vários outros carros de segurança e da polícia já estão se deslocando para o local, e do lado contrário o pessoal do baba de saias estão também chegando no caminhão Ford 1960 carregado de botijões de gás, e para complicar mais um pouco, Feo o dono e motorista do caminhão além de não ter habilitação, não era bom motorista, e enxergava pouco, muitíssimo pouco, (miopia grau nove, tipo, enxergar um elefante se estivesse a um palmo do nariz) motivo pelo qual nunca conseguiu tirar carteira, porém era “tirado” a Felipe Massa. Acredito que por isso sem querer, deu uma “lapiada”, ao sair da curva da entra da Mussurunga, num chevrolet cabine dupla de cor rosa Pink, veículo esse que transportava oito “bichas” que voltavam de uma confraternização a fantasia num sítio em Buraquinho (até a localização do sítio não caiu bem, mas deixa assim mesmo). Sabemos que esses adeptos do 3º sexo, não passam sem um celular, neste exato momento, Adrileny (nome de guerra de Adermivaldo) estava falando, como eles dizem com seu “bofe”, exatamente no momento do choque entre o caminhão e a cabine dupla, começou a gritar:
- AAAAAAAIIIIIIIIII!!!!!! Um caminhão cheio de tarados, esta nos atacando, SSSSOOOOCCCOOORRROO!!!!!!
Como estava no viva voz, a “bicharada” que ainda estava no sítio ouviu, acredite foi um tão de correm para seus carros, motos, bicicletas, até uma bicha cadeirante, (Cadeira motorizada, esta não é fraca não!) se desprecatou em direção à paralela, e ainda trazia outra de carona, é mole?
- Sai, sai da frente um caminhão de “bofes”, o de lá ela ninguém tasca!
Dizia uma fantasiada de mulher gato, empurrando outra vestida de onça...
Depois da “lapiada”, o caminhão continuou sua viagem não ouve tempo para parar, pois Fafá atirou dois botijões no carro delas fazendo com que ficassem mais histéricas, alguém avisou a feo que o ônibus se aproximava pela outra via (alguém avisou pois como sabemos o feo enxerga quase nada). Nisso ele resolveu entrar na contramão.
Era uma cena dantesca, um ônibus ziguezagueando e soltando fumaça pelas janelas (algumas cadeiras pegaram fogo, por causa das bombas), um carro forte acompanhando e atirando em direção dos passageiros, eles se defendendo jogando tudo o que achavam, o sortimento de panelas de um mascate que tinha chegado de Caruaru, já tinha voado, os acarajés de uma baiana também, um segurança mais afoito recebeu um litro de azeite na cara. O pessoal da bamor e dos imbatíveis que antes lutavam entre si quando viram o caminhão na contramão, acharam que deveriam ser moradores do bairro da paz que iriam fechar a avenida para mais um protesto, resolveram num consenso relâmpago se juntar para encarar.
A polícia que tinha sido acionada começou a chegar, primeiro os helicópteros, nesse momento, frô gritou para feo:
- Breca aí senão vamos bater no ônibus de mainha... POORRA!!! Estamos na contramão!
Feo pisou fundo, os velhos freios guincharam, com isso Fafá que estava com um botijão sobre a cabeça já para lançar no primeiro que visse, foi atiçado por sobre a cabine, voando junto com o botijão, Fafá atingiu o pára-brisa do ônibus atravessando dando um magnífico pontapé no motorista, o botijão bateu no asfalto de cabeça para baixo, percorreu um 3 metros riscando, como se fosse uma cabeça de fósforo... E explodiu, a carcaça de ferro foi lançada para cima como o foguete, (segurem-se) atingiu um helicóptero da policia que chegava dando um rasante.
O piloto tomou um susto tão grande, realmente quase indescritível, (não é para menos, o botijão atravessou a fuselagem do helicóptero, atingindo o piloto bem no meio do “alicate”, UUUUAAAAIIIII, DOEU ATÉ NO LEITOR, AH! AH! AH!).
- MEY DAY... MEY DAY... Aeronave... Atingida... MEY  DAY... Atingida por granada antiaérea...
E agora! Que vamos fazer – gritava o soldado que manejava a metralhadora, enquanto a aeronave começava a descrever círculos, tendendo a cair.
- Dispare a calibre 50 seu idiota eles estão atacando. Disse entre dentes o piloto, que já não agüentava com a dor da “butijonada” nos ovos.
A metralha varreu a pista lá embaixo, os seguranças dos carros de escolta armada, pensaram que os bandidos estavam usando até helicóptero, pois com tanta fumaça e explosões, responderam com tiros de calibre 12 recheiado de bala dundum.
O ônibus já havia provocado um engavetamento. O caminhão vindo pela contramão acompanhado da cabine dupla rosa Pink e vários carros da confraternização do sítio fizeram aumentar a confusão. As “meninas” atacaram os rapazes do baba de saia, que tinham vindo salvar dona Francelina, o pessoal do ônibus lutava contra os seguranças e entre si. Era um pandemônio total, ninguém entendia nada. Zé Corninho fazia coquetel Molotov usando a cachaça do baba, e jogava nos carros que tentavam sair da confusão, o juiz comandava o arremesso de latas de latas de cervejas (cada apitada uma dúzia era jogada sobre a multidão que lutava). Os paus das cercas em volta não tinham mais nenhum piquete, até o arame farpado era usado como arma.
Um político que ia passando achou que poderia fazer um comício relâmpago, subiu no teto do carro, nem começou a falar, recebeu um disco voador na barriga (Calota de carro animada de uma velocidade escalar constante, (Ei! isso é aula de física?) Caiu no asfalto, bem no meio de uma briga de cacete, em meio minuto estava com o paletó em tiras sem calças mostrando uma cueca samba canção com desenhos de corações com a inscrição “mamãe ti ama” (Rapaz que idéia onde eu fui buscar isso?).
Pior foi um pastor evangélico, que apareceu ninguém sabe da onde, gritando como um possuído: - O espríto santo vai descer aqui agora! Desça já e pare com esta briga. Desça! Desça! DES... Não terminou a frase, desceram a madeira nele, com tal empenho que quando conseguiu escapar já tinha mudado de religião, estava recebendo um caboclo Sultão das Matas, e chamando Canário de meu louro.
Enquanto estava acontecendo tudo isso Júlio capenga, (Nova alcunha depois da bordoada de cassetete de caúchu ficou meio capenga) é aquele que foi pego “visitando” a mulher de Zé corninho, vinha dirigindo uma carreta senão a última FNM (Era novinha em 1950) que ainda rodava, ele transportava durante a noite combustível adulterado (gasolina batizada ou álcool misturado com solvente), às vezes eram tambores com uma massa imaculadamente branca, barris de acetona, também, folhas prensadas de um cheiro fortemente adocicado... Por aí se vê que as atividades noturnas de Júlio não eram muito honestas. Neste momento ele vinha se deslocando tranqüilo calmo e sereno, pitando um morrão da melhor qualidade, (ele é adepto do cachimbo da paz). Quando destampa na curva da entrada da Paralela logo antes da estação Mussurunga, como vocês sabem temos uma boa descida, ele sempre gosta de dar uma banguela, só para não perder o costume, vinha puxando uns 70 km por hora, bem como ele estava meio chapado, com muita fumaça no quengo, (A cabine estava bem esfumaçada ele mantinha as janelas fechadas, só para concentrar o “produto”) demorou a perceber o caos que se apresentava a sua frente, se percebeu não pode fazer muito, ou melhor, nada, pois, lembram-se da cadeira motorizada, pois é estava na pista, bem na frente da carreta. As duas colidiram, sendo que a carreta passou por cima da cadeira, destruindo-a, Júlio tinha acionado os freios, mas não se para uma carreta com trinta toneladas, contendo pasta de coca, tambores de acetona, barris de álcool combustível adulterado, tonéis de gasolina batizada, erva super prensada, (Houve quem dissesse que devido a serem todos os produtos irregulares, isto é, se os produtos não obedeciam à lei, tão pouco iriam obedecer a um simples freio) e pior, um pedaço da cadeira se intrometeu, como uma alavanca, por baixo do acelerador da carreta, o veículo deu aquela pinicada, um tranco do freio, o acelerador preso, despejou uma carga super generosa de gasolina super Premium aditivada (ele vende batizada, mas só usa da melhor no seu carro velho) em cima dos 12 pistões, (há muito tempo os 300 cavalos não recebiam tanta “ração”) o motor rugiu como se fosse um velho de 90 anos tomando 30 comprimidos de Viagra, misturado num copo de chá de pau de resposta com raspa de pau de quati, (O verdadeiro raspado para cima, se raspar ao contrario o efeito é negativo.).
Meninos! a carreta corcoveou feito touro xucro, dizem até que levantou a frente três palmos do chão, queimou os pneus, e partiu fundando adentro da confusão, Júlio capenga, arregalou os olhos, quase saindo da caixa, berrou:
VALEI-ME SÃO BENEDITO! QUE É CRIOLO E É SANTO. MINHA SANTA GENOVEVA, MEU JESUS CRISTINHO... Como nada deu certo abriu a porta da carreta e pulou fora. (Dizem as más línguas, que a confusão era tanta que os santos já tinham cruzado os braços deixando os humanos resolver suas atrapalhadas sozinhos).
Moral da estória, ou história?
A carreta a uma velocidade não computada, pois o velho velocímetro estourou, atingiu o caminhão de feo que ainda continha uns 20 botijões de gás, bem no instante que Fafá acendia mais uma bomba caseira, com isso derramando o combustível inflamado sobre eles. Feo tentou pular mais foi “ajudado” pela 1ª explosão, parte da carga da carreta também inflamou, com o choque os 19 botijões foram lançados para o alto já em ignição, enquanto os restos da carreta se amassavam, juntando num pacote só o ônibus, o caminhão, a cabine dupla rosa Pink, três carros fortes, cinco viaturas, quatro carros de escolta armada, um helicóptero e vários carros de cidadãos não avisados...
A 2ª explosão foi causada pelos 19 botijões, que estouraram ao mesmo tempo, fazendo algo parecido como uma bomba atômica, afastando as camadas de ar, depois o efeito elástico as comprime de novo. Neste momento o pó de neve a erva que a carreta transportava, foi misturado sobre as cabeças dos litigantes. Ora um barulho ensurdecedor tipo:
CAaaaaa BRUUUUUUU!!!!!!!!!!!
E todo mundo ficou doidão, o pó entrava pelas narinas misturado com o éter e a fumaça da erva inflamada pelo combustível.
Era uma cena indescritível, todos de olhos arregalados, andando de um lado para o outro, ou para lugar nenhum, totalmente, infinitamente, incomensuravelmente... Chapados... E ninguém tinha consciência do que tinha acontecido, nem por que estava ali...
Menos eu que saltei do ônibus logo quando a confusão começou...
Ora pessoal, acreditem em mim, alguém tinha que contar para vocês.
Alguém com total i m p a r c i a l i d a d e.
AH! AH! AH!!!


Aloisio Batista
Autor






UMA VIAGEM EM UM DETERMINADO ÔNIBUS...

O que vou relatar aqui é simplesmente a verdade, com alguns pontos polêmicos ou porque não dizer diferenciado, mas, sempre um fundo de verdade...
Imaginemos que para nos deslocar ao bendito trabalho nós temos que no valer de um ônibus, ou como alguns o chamam carinhosamente de “buzú”. Ao iniciarmos a viagem neste glorioso dia, como sempre este ramal está atrasado, fora de horário, descoordenado, em fim lá vamos nós. Na primeira parada entra um sujeito vendendo balas.
-          Desculpem incomodar o silêncio da viagem, mas trago aqui as deliciosas balas de menta da Vovó Chiquinha, as únicas que dão um frescor saboroso ao seu hálito, não possuem nenhum tipo de açúcar, é um poderoso aditivo contra a rouquidão, combate à celulite e febre aftosa..., Por apenas R$ 1,00 você leva cinco paga 10, prá me ajudar, pois tenho seis filhos estou desempregado, se não quiser as balas me ajude com o real... quem vai, olha aÊE!!!

Bem este camarada desce dois pontos adiante, logo vem outro.
-          Senhoras e senhores trago aqui às deliciosas jujubas “Pé de vento” as únicas produzidas em Cariobocó, no estado de Tocantins do leste, são produtos de alta qualidade, se vendidas na rede de supermercados dos shoping’s estaria custando R$ 5,00, mas estamos fazendo uma promoção você leva quatro jujubas por apenas R$ 2,00, aceito vale-transporte, cheque, cartão de crédito...
Podemos perceber que pura embolação, se nem a tal cidade existe quanto mais o estado, este troço deve ser feito por ele mesmo no fundo do quintal...
E o bombardeio continua, entra um “evangélico”.
-          Abençoados estou aqui para levar mais uma vez a palavra de Jesus, tudo está escrito aqui nesta Bíblia (diz batendo com força na pobre coitada, que parece apanhar mais do que ser realmente lida, se é que ele sabe ler).
-          Irmãos, Mateus no versículo 14 do livro “Primeiros os Teus”, página 9.999 (a bíblia dele tem mais páginas que a dos outros) Ide-vos falar aos passageiros daquele ônibus, das delícias do paraíso, e faça com que eles se arrependam de seus erro, senão o final será o inferno (mudou até o ponto final da linha).
-          Tá repreendido o satanás, os orixás, os ananás, e tudo que terminar em ás.
-          Mas tem uma solução para resgatar a suas almas, basta contribuir com um décimo do que tens ai no bolso, e abrirei a porta dos céus para vós... (dizendo isso começou a passar uma sacolinha e esfregando o dedo polegar no indicador solicitava uma contribuição... quem não contribuiu ouvia a expressão “vades retro...”).
É claro que nem sempre temos vendedores temos alguns que entram com intuito de melhorar o nosso astral, são os cantores, tocadores de sanfona, que fazem uma pequena apresentação, por alguns trocados, temos também os palhaços, que nos levam “cobres” em troca de uma piada ou um duvidoso ato de equilibrismo.
Ainda há aqueles passageiros que nos brindam com conversas ao celular e assuntos, que só podemos deduzir do que pode ser. Preste atenção neste trecho.
-          Dididododidodommm... (telefone tocando)
-          Simmmmm... (parece conhecer a interlocutor)
-          É... Não.
-          ...não não...

A pessoa do outro lado continua insistindo.
-          EU DISSE  NNNÃÂÃAAOOO, NÃO (a mulher já estava aos berros, ou outros passageiros, ficaram em silêncio, aguardando o desfecho),
-          VOCÊ É SURDO, MALUCO, BESTA OU IDIOTA...
-          NNNÃÃAÕOOO (... E desligou. Bem que todos nós gostaríamos de saber por que não... Mais que teria coragem de perguntar... Arriscar a levar uma “celulazada na cara...”).
Há casos tipo aquele telefonema que uma garota recebe...
-Ateende atendeeedeeee (que toque esquisito)
-          OIIIII (isso já olhou o número e confirmou que é “ele”... por isso a voz dela tem aquela entonação melosa...).
-          Sim... não sei, há talvez...(há um longo período que só os olhos brilham...)
-          Você hemm? Então como assim!!!(o camarada está se esforçando para quebrar o gelo, quem está por perto está ligado, e neste caso, tinha no ônibus um tatuado, que parecia estar interessado na garota, pois suas orelhas estavam esticadas ao máximo e os olhos tentavam captar o que os ouvidos não conseguiam decifrar, para que o cérebro pudesse analisar...).
-          Ah... ahaamm  rs rs rs (risos) (e o tatuado já estava em tempo de tomar o celular, pois os olhos não desviavam da garota que continuava ainda por cima enrolando languidamente o cabelo...).
- A que horas... Vá...hummm... Tá umm beijão... Já tou saltando... (desligou. O tatuado deu um suspiro forte, murmurou algo ininteligível, fez menção de saltar também, porém desistiu, considerou que era batalha perdida...).
Sabemos que nem todos os passageiros são tão educados, pois já tivemos brigas, discussões, reclamações!
Ah! Ai me esquecendo das bolsas, sim as enormes bolsas quês no momento estão ao em moda, caramba, como as senhoras e senhoritas colocam coisas dentro delas.
Certa vez eu mesmo fui o protagonista, uma senhora, carregando uma gigantesca bolsa, ficou bem próxima da cadeira onde eu estava sentado, muito solícito me ofereci para segurar a bendita bolsa (meu maior erro). A bolsa deveria pesar uns 120 quilos, calculei de poderia ter dentro um arsenal de ferramentas tais como: (Suposição) espelhos, perfumes, batons, conjuntos para colorir os olhos (dos grandes com dezenas cores), um álbum de fotos de toda a família, um livro de auto-ajuda, (Mulher do século 21), uma revista de doces e salgados, uma revista de novelas, uma chapinha, aquele troço que enrola as pontas dos cabelos, loção hidratante, remédio para pressão, gripe, dor de cabeça, cartão do plano de saúde, moedas, celular e o inseparável carregador, canetas e lápiz (garantia dobrada) máquina de calcular, grampeador, abridor de lata, um ferro de passar roupa, um rolo de pastel, um conjunto chaves de fenda uma marreta (sabe Deus para quê), uma furadeira... Ufa! Acredito que havia até um colchonete, e com certeza um revolver calibre 38 cano longo com munição, esta estava preparada para o dia a dia desta cidade, uma faca “sete tostões”, não esquecendo o lanchinho, três laranjas, dois maçãs, uma barra de chocolate, um saquinho de balas, dois potinhos de iogurte, sim o principal uma fita de Senhor do Bonfim amarrada ao conjunto de chaves da casa, da mesa do escritório, do cofrinho, do portão, do armário da dispensa, do guarda-roupa, do cadeado da casa do cachorro. Quase me esqueço do conjunto de argolas, dos braceletes, da corrente com a imagem de Nossa Senhora Aparecida (já benzida), dos parafusos e de um pedaço de arame farpado, (Jesus pra que?) E deveria haver mais coisa que eu conto em outra oportunidade...

Como não poderia deixar de falar das mochilas (verdadeiras “MUXILAS”).
Certa vez fui obrigado a segurar uma delas, pois o sujeitinho, tendo colocado a dita à frente da barriga (barriga por sinal relativamente avantajada), teimava em empurrar na direção de meu rosto (sentar na ponta do banco do lado do corredor é dose!), então com toda educação pedi para segurar a dita cuja. Rapaz! Quando o camarada desencilhou aquele troço, e quando eu coloquei sobre as pernas, puxa vida como pesava, e como cheirava mal...
Fiquei pensado o que poderia conter aquele “saco de gatos”.
Pelo peso poderia supor que tinha pelo menos uns vinte quilos de carne de sertão, uma caixa de ferramentas de mecânico, contendo todas as 18 chaves de fenda, quatro marretas, um conjunto completo de chaves de boca, dois pés de cabra, um cambão, (tubo em aço para tracionar veículo quando quebra em via pública medem em média 2 a 3 metros), uns 4 litros de cachaça “Chora na Rampa”, um rolo de corda de 20 metros, uma vara de pescar retrátil,(pelo movimento interno que percebi, acredito que ainda havia pelo menos umas três a quatro piranhas vivas, naquela mochila, provavelmente haviam comido algumas folhas que pude ver pelos rasgos, (de cheiro “estranho” e aparência de alfazema, com certeza era a “erva”. Sem contar que aparecia a ponta de um pacote de cor amarelada bem compacto também muito suspeito.
Fiquei mais nervoso quando um dos celulares resolveu tocar (havia cinco), (dois Note book’s com impressora e tudo) o sujeito meteu a mão naquela mixórdia e começou a tirar celular... No 4° achou o que estava tocando, imaginem era engano. (justificou a quantidade de celulares dizendo ser cada um de uma Operadora...)
Nesta abertura pude vislumbrar algo que me deixou estarrecido, havia um cano de ½ polegada e atrás dele um tambor com seis furos e uma culatra de madrepérola (Tradução Revolver PEACEMAKER (Pacificador) calibre 45 reforçado) Jesus aquilo seria capaz de fazer um rombo numa parede de concreto, e estava bem ali olhando para mim.
Foi quando sentir o veículo parar, policiais estavam fazendo uma blitz. Tratei logo de colocar a “MUXILA” no banco, e disse para o sujeito que seria bom que não demorássemos, pois certos servidores da lei ficam muito nervosos nessas abordagens. Pasmem o cara nem olhou para mim, fazendo assim o tipo “nem ti conheço”.
Rapaz, depois que fomos revistados (todos menos o camarada que sumiu como fumaça), um policial começou a perguntar.
- Senhores de quem é esta “MUXILA” aqui? Esperou uns dois minutos, silêncio, total.
- Senhores de quem é esta DESGRAÇA de “MUXILA” PORRAAA???
Olhávamos todos uns para os outros, cada um dava uma ou várias desculpas.
- minha é que não é. Dizia um...
- “Muxila.” Aonde?  Quando? De Quem Será?
- Deve ser do “Monstrorista”, ou do “cobra”. Arriscou um.
- Eu sou Bahia, e troço todo preto só pode ser de torcedor do Vitória...
- Eu vi quando ele saltou! Falou um baixinho, e foi o primeiro a tomar uma tapaça e quase engoliu a dentadura.
- Eu não vi nada, ela estava lá atrás. Disse um candidato a X9
- ÊEEPPAAAA, eu tenho certeza que ele entrou pela frente, mostrou até uma carteira pra o “motor”.
Nisso a discussão já estava formada, cada um dizia que o “sujeito”, era alto magro gordo, branco, preto, tinha tatuagem, usava argola no nariz, tinha uma só perna, usava um par de óculos, faltava um dente (especificamente o dente molar, aquele que nasce por último) (popularmente conhecido por “dente queiro”).
Pronto com esta descrição perfeita os policiais, tinham um verdadeiro retrato falado, como qualquer pessoa inteligente, poderiam reconhecer esta “pessoa” em qualquer lugar. Tiveram a brilhante idéia de “baixar o sarrafo”, em todos os homens, e quando iriam começar, fomos salvos por um acontecimento inusitado. Próximo ao local da blitz, um banco estava sendo assaltado, quando os bandidos saíram atirando depararam com o carro da polícia, pensaram que estavam sendo ameaçados, começaram a atirar.
Então um maluco começou a gritar.

- LÁ VÊM OS DONOS DA MUXILA!!!
Foi uma correria tremenda, até um capenga passou por mim que nem Felipe Massa pegava, foi gente correndo pra todo lado tiros, gritos um desespero. Tem gente que corre até agora...
Moral da estória. Nunca segure “MUXILA” desconhecida...
Principalmente se for em um ônibus que seja de uma determinada linha...
E finalizando, ninguém ficou sabendo o que realmente continha a. ”MUXILA”
Nem a polícia...



Aloísio Batista
           Autor

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

´INÍCIO DO COMEÇO

Hoje estou começando a primeira postagem de blog, desejo levar a vocês um pouco do que vivencio durante os meus dias, contando histórias ou estórias que acontecem comigo ou com qualquer um de nós.
serão fatos muitas vezes engraçado, sempre com o objetivo de suavizar com bom humor esta nossa vida que quase sempre nos prega peças.