UMA PEQUENA CONFUSÃO COMEÇOU NO BUZÚ...
Quando eu contei pela primeira vez os acontecimentos aqui relatados, meus amigos disseram que foi um sonho, porém você leitor poderá julgar, imparcialmente após ler, verificará que são fatos essencialmente exeqüíveis, simplesmente, passíveis de acontecer diariamente...
Vinha eu tranquilamente voltando para minha casa, em um ônibus que trafegava na quase sempre congestionada Avenida Paralela. Estava lendo um livro como sempre, quando tive a atenção despertada por um freio repentino, o chamado “freio de arrumação”, aquele que os “monstroristas”, utilizam para “distribuir os passageiros” quando o veículo está cheio, por sinal este realmente estava acima da sua lotação normal. Sim como eu relatava, o que aconteceu foi que um “monstrociclista”, que vinha cortando todos os carros, fez a ultrapassagem do ônibus, pela direita, e logo a frente havia uma cratera, das inúmeras que existem e se proliferam pelas nossas Avenidas, com isso ao topar com o buraco, a motocicleta corcoveou como um cavalo brabo, lançando os dois ocupantes em um ziguezague na frente do ônibus, fazendo com que o nosso cinesíforo (motorista) aplicasse aquele freio. Contudo pensando que os ocupantes da motocicleta estavam lhe chacoalhando, gritou para eles impropérios, que foram respondidos a altura...
(motorista)
- Cambada de Misérias, filhos de uma puta... Desgraçados de uma porraaaa...
(Resposta do motociclista)
_ Vai-te contra lenhar, seu corno de goteira, apicum dos infernos...
(O carona juntou)
Cala boca sua munheca de pau, seu genérico de HELLBOY...
Até agora eu não sei se o sergipano (o motorista era nascido e criado em Sergipe) ficou mais brabo com o corno de goteira, ou genérico de HELLBOY, com isso ele passou a perseguir a moto. Eles ziguezagueando e o buzú seguindo atrás.
Nisso o motorista já de cabeça “frevendo” deu uma fechada na moto, dentro do ônibus os passageiros estavam que no “fiofó” não passava nem azeite refinado, dada à velocidade que aquele bólido estava levando, era uma gritaria só.
Um dizia:
- Para com isso MotÔ... Deixa prá lá...
Outro falava:
- Joga motÔ, pega estes safados... Esmaga eles...
Mais outro gritava:
-Eu tenho três fios, quero ir para casa não prum “SUMITERO”.
O número de passageiros estava em torno de umas 120 cabeças, imagine tudo isso gritando dando ordens, pedindo misericórdia, incentivando o estrago, dizendo palavrões etc.
Ah! Nem todos estavam ligados no que estava acontecendo. Havia um rapaz, torcedor do vitória, que estava totalmente aleio, pois vinha do Barradão, depois de ter tentado assistir o jogo Vitória x Atlético Futebol Clube de Guaracantigubaganga do CACETEAQUATRO 10º colocado da sexta divisão do Piauí, time aquele que num passe de mágica, só mágica, tinha feito um gol no primeiro minuto de bola rolando, pois logo de saída o jogador do vitória “Diabo verde” deu uma bicuda tão infeliz e de tal força que a bola bateu no travessão do atlético, voltou descrevendo uma curva esquisita, passado todo o campo indo morrer no gol do vitória, pegando o goleiro totalmente de surpresa, pois o mesmo estava coçando os “quiba” de olhos fechados (imaginem só...), só viu o petardo quando o juiz apitou. Voltando ao torcedor do vitória desligado, desligado por que estava com o fone de ouvido do celular com AM/FM ligado no transcorrer do jogo, ele não entrou para assistir porque seu ingresso comprado em mãos de um cambista era falso. Contudo este rapaz estava de posse de um adrianino que tinha planejado usar para comemorar o gol de seu time, trazendo ele a cena de pandemônio de se desenrolava (motorista contra motociclista), bem neste momento o vitória empatou exatamente aos 59 minutos do 2º tempo (se não empata o juiz “honesto”, não termina o jogo). O torcedor estava tão concentrado que esquecendo que estava no ônibus acendeu o adrianino (Para quem não sabe, é lançador de bombas muito usado em festas de são João, esse era de seis tiros) e comemorou o gol de empate como se estivesse no meio de uma arquibancada do barradão...
Pensem. Imaginem o que aconteceu. Imaginaram? Eu digo foi muito pior do que isso. Vou contar a vocês como aconteceu.
No momento que o ruído rascante de ignição característico de pólvora em combustão...
- CHISSSSSSSSSSSSSSSSSS... Papum pó pó poUUUUUU PROUUUUU!!!!!
O torcedor abriu os olhos e viu o que tinha feito. Ele esta só bem no canto que sobem os cadeirantes, fumaça acre prá todo lado, metade dos passageiros estava à frente outra metade no fundo, havia tanto espaço vazio que caberia um fusca ali dentro. Até hoje ninguém sabe como se amontoaram nas duas extremidades...
No fundão estava um grupo de 10 torcedores da BAMOR, que quiseram entender que aquilo tinha sido um ataque dos imbatíveis. O pau quebrou dentro do ônibus.
Devemos abrir aqui um parêntese. Uma das bombas ao sair pela janela do ônibus, quicou no asfalto e entrou (pasmem!) pelo orifício de colocação de arma de um carro forte que passava ao lado, explodindo no seu interior. Lembrem-se toda a cena, o ônibus estava perseguindo a moto, ziguezagueando pela Paralela, no seu interior estava havendo um briga de torcida, num ambiente cheio de fumaça.E na concepção dos guarda do carro forte eles estavam sendo atacado, por um ônibus cheio de marginais, que já tinham atirado neles, o ziguezague do ônibus foi visto com manobra para fazê-los parar. A gritaria e os xingamentos davam a entender isso.
De imediato o supervisor do carro forte acionou através do rádio a polícia e outros carros de segurança, solicitando socorro urgente. Dentro do ônibus o caos estava formado, no meio disso D. Francelina, que tinha ido a uma missa na igreja de São Francisco, ligou através do celular para um de seus seis filhos, (todos estavam num jogo, num “baba” de saias, ferrado apostado a 10 caixas de cervejas).
(D.Francelina)
Alo! É Frô?
(Frorisvardo)
Diga AÌ Mãe qualedimermo!
(D.Francelina)
O Frô, pelo amor de Deus Meu fio, to aqui no ônibus, tá tendo uma briga aqui dentro, o pau tá quebrando, é o pessoar dar Marvinas contra, o pessoar da Mussurunga, já teve a te tiro de bala dundum, tem poliça tem até aquele caverão, ônibus te desgovernado... chama Fio, Fao, Feu, Filó e Fafá e vem me buscar, o carro tá indo pela paralela a toda...
Frô nem esperou a mãe terminar, parou o baba, convocou os irmãos, o time, a platéia e o grupo sindicato da cachaça, pongaram no caminhão que Feo usava para distribuir gás liquefeito clandestino “meota” (diga-se de passagem, um Ford 1960, convertido a gás de botijão, sabe Deus como aquilo funcionava...) Observem que são 22 jogadores juiz e bandeirinhas, os reservas, os torcedores, e sindicato, todos em cima do caminhão, por baixo ou pelo alto mais ou menos 50 cabeças e de cabeça cheia, pois baba de saia só para vestir saia já se toma uma saideira, ou entradeira, para reforçar a coragem. O caminhão saiu sacolejando com sua carga de homens e botijões, é porque o veículo estava carregado, e nem se deram o trabalho de retirar os botijões. Fafá era o mais exaltado, por sinal o seu apelido real é bafafá, por adorar uma confusão. Dizia:
- “Panha” feo a primeira bordoada é minha, eles vão saber que não devem bulir com mainha! Agarrando dois botijões e batendo um no outro.
- Calma Fafá tu vai “exprodir” todos nóis, deixa chegar lá prá arrumar um “gás” na cabeça de um daqueles “Ricardão”.
Dizia Zé corninho o cachaceiro mais velho do sindicato. Para ele numa briga todos eram “O Ricardão”, isso depois de ter descoberto que toda a “torcida do Flamengo” “visitava” sua casa toda noite que ele dava seu plantão de Guarda Noturno de uma empresa de segurança (não autorizada). Só descobriu porque o sujeito que estava “afogando” neste dia era surdo, por mais que Chico fuinha, o encarregado de avisar, apitasse, o camarada não ouvia, até sentir a porrada do velho cassetete de caúchu (cassetete na cor preta feito com um antigo tipo de borracha bem compacta) no costado. Por isso entrou pro sindicato, mas não largou a mulher, nem ela teve mais “visitas”, pois seu lombo ficou, ficou “carimbado” e o do surdo Júlio da carreta também, a quem diga que o sacripanta passou a ouvir até o arrastar de uma lesma...
Não vamos perder o fio da meada, lembrado que o ônibus esta a toda velocidade se deslocando pela Avenida Paralela, seus passageiros lutando entre si, pelos motivos que já mencionei, o carro forte, já deu o alarma de um assalto, vários outros carros de segurança e da polícia já estão se deslocando para o local, e do lado contrário o pessoal do baba de saias estão também chegando no caminhão Ford 1960 carregado de botijões de gás, e para complicar mais um pouco, Feo o dono e motorista do caminhão além de não ter habilitação, não era bom motorista, e enxergava pouco, muitíssimo pouco, (miopia grau nove, tipo, enxergar um elefante se estivesse a um palmo do nariz) motivo pelo qual nunca conseguiu tirar carteira, porém era “tirado” a Felipe Massa. Acredito que por isso sem querer, deu uma “lapiada”, ao sair da curva da entra da Mussurunga, num chevrolet cabine dupla de cor rosa Pink, veículo esse que transportava oito “bichas” que voltavam de uma confraternização a fantasia num sítio em Buraquinho (até a localização do sítio não caiu bem, mas deixa assim mesmo). Sabemos que esses adeptos do 3º sexo, não passam sem um celular, neste exato momento, Adrileny (nome de guerra de Adermivaldo) estava falando, como eles dizem com seu “bofe”, exatamente no momento do choque entre o caminhão e a cabine dupla, começou a gritar:
- AAAAAAAIIIIIIIIII!!!!!! Um caminhão cheio de tarados, esta nos atacando, SSSSOOOOCCCOOORRROO!!!!!!
Como estava no viva voz, a “bicharada” que ainda estava no sítio ouviu, acredite foi um tão de correm para seus carros, motos, bicicletas, até uma bicha cadeirante, (Cadeira motorizada, esta não é fraca não!) se desprecatou em direção à paralela, e ainda trazia outra de carona, é mole?
- Sai, sai da frente um caminhão de “bofes”, o de lá ela ninguém tasca!
Dizia uma fantasiada de mulher gato, empurrando outra vestida de onça...
Depois da “lapiada”, o caminhão continuou sua viagem não ouve tempo para parar, pois Fafá atirou dois botijões no carro delas fazendo com que ficassem mais histéricas, alguém avisou a feo que o ônibus se aproximava pela outra via (alguém avisou pois como sabemos o feo enxerga quase nada). Nisso ele resolveu entrar na contramão.
Era uma cena dantesca, um ônibus ziguezagueando e soltando fumaça pelas janelas (algumas cadeiras pegaram fogo, por causa das bombas), um carro forte acompanhando e atirando em direção dos passageiros, eles se defendendo jogando tudo o que achavam, o sortimento de panelas de um mascate que tinha chegado de Caruaru, já tinha voado, os acarajés de uma baiana também, um segurança mais afoito recebeu um litro de azeite na cara. O pessoal da bamor e dos imbatíveis que antes lutavam entre si quando viram o caminhão na contramão, acharam que deveriam ser moradores do bairro da paz que iriam fechar a avenida para mais um protesto, resolveram num consenso relâmpago se juntar para encarar.
A polícia que tinha sido acionada começou a chegar, primeiro os helicópteros, nesse momento, frô gritou para feo:
- Breca aí senão vamos bater no ônibus de mainha... POORRA!!! Estamos na contramão!
Feo pisou fundo, os velhos freios guincharam, com isso Fafá que estava com um botijão sobre a cabeça já para lançar no primeiro que visse, foi atiçado por sobre a cabine, voando junto com o botijão, Fafá atingiu o pára-brisa do ônibus atravessando dando um magnífico pontapé no motorista, o botijão bateu no asfalto de cabeça para baixo, percorreu um 3 metros riscando, como se fosse uma cabeça de fósforo... E explodiu, a carcaça de ferro foi lançada para cima como o foguete, (segurem-se) atingiu um helicóptero da policia que chegava dando um rasante.
O piloto tomou um susto tão grande, realmente quase indescritível, (não é para menos, o botijão atravessou a fuselagem do helicóptero, atingindo o piloto bem no meio do “alicate”, UUUUAAAAIIIII, DOEU ATÉ NO LEITOR, AH! AH! AH!).
- MEY DAY... MEY DAY... Aeronave... Atingida... MEY DAY... Atingida por granada antiaérea...
E agora! Que vamos fazer – gritava o soldado que manejava a metralhadora, enquanto a aeronave começava a descrever círculos, tendendo a cair.
- Dispare a calibre 50 seu idiota eles estão atacando. Disse entre dentes o piloto, que já não agüentava com a dor da “butijonada” nos ovos.
A metralha varreu a pista lá embaixo, os seguranças dos carros de escolta armada, pensaram que os bandidos estavam usando até helicóptero, pois com tanta fumaça e explosões, responderam com tiros de calibre 12 recheiado de bala dundum.
O ônibus já havia provocado um engavetamento. O caminhão vindo pela contramão acompanhado da cabine dupla rosa Pink e vários carros da confraternização do sítio fizeram aumentar a confusão. As “meninas” atacaram os rapazes do baba de saia, que tinham vindo salvar dona Francelina, o pessoal do ônibus lutava contra os seguranças e entre si. Era um pandemônio total, ninguém entendia nada. Zé Corninho fazia coquetel Molotov usando a cachaça do baba, e jogava nos carros que tentavam sair da confusão, o juiz comandava o arremesso de latas de latas de cervejas (cada apitada uma dúzia era jogada sobre a multidão que lutava). Os paus das cercas em volta não tinham mais nenhum piquete, até o arame farpado era usado como arma.
Um político que ia passando achou que poderia fazer um comício relâmpago, subiu no teto do carro, nem começou a falar, recebeu um disco voador na barriga (Calota de carro animada de uma velocidade escalar constante, (Ei! isso é aula de física?) Caiu no asfalto, bem no meio de uma briga de cacete, em meio minuto estava com o paletó em tiras sem calças mostrando uma cueca samba canção com desenhos de corações com a inscrição “mamãe ti ama” (Rapaz que idéia onde eu fui buscar isso?).
Pior foi um pastor evangélico, que apareceu ninguém sabe da onde, gritando como um possuído: - O espríto santo vai descer aqui agora! Desça já e pare com esta briga. Desça! Desça! DES... Não terminou a frase, desceram a madeira nele, com tal empenho que quando conseguiu escapar já tinha mudado de religião, estava recebendo um caboclo Sultão das Matas, e chamando Canário de meu louro.
Enquanto estava acontecendo tudo isso Júlio capenga, (Nova alcunha depois da bordoada de cassetete de caúchu ficou meio capenga) é aquele que foi pego “visitando” a mulher de Zé corninho, vinha dirigindo uma carreta senão a última FNM (Era novinha em 1950) que ainda rodava, ele transportava durante a noite combustível adulterado (gasolina batizada ou álcool misturado com solvente), às vezes eram tambores com uma massa imaculadamente branca, barris de acetona, também, folhas prensadas de um cheiro fortemente adocicado... Por aí se vê que as atividades noturnas de Júlio não eram muito honestas. Neste momento ele vinha se deslocando tranqüilo calmo e sereno, pitando um morrão da melhor qualidade, (ele é adepto do cachimbo da paz). Quando destampa na curva da entrada da Paralela logo antes da estação Mussurunga, como vocês sabem temos uma boa descida, ele sempre gosta de dar uma banguela, só para não perder o costume, vinha puxando uns 70 km por hora, bem como ele estava meio chapado, com muita fumaça no quengo, (A cabine estava bem esfumaçada ele mantinha as janelas fechadas, só para concentrar o “produto”) demorou a perceber o caos que se apresentava a sua frente, se percebeu não pode fazer muito, ou melhor, nada, pois, lembram-se da cadeira motorizada, pois é estava na pista, bem na frente da carreta. As duas colidiram, sendo que a carreta passou por cima da cadeira, destruindo-a, Júlio tinha acionado os freios, mas não se para uma carreta com trinta toneladas, contendo pasta de coca, tambores de acetona, barris de álcool combustível adulterado, tonéis de gasolina batizada, erva super prensada, (Houve quem dissesse que devido a serem todos os produtos irregulares, isto é, se os produtos não obedeciam à lei, tão pouco iriam obedecer a um simples freio) e pior, um pedaço da cadeira se intrometeu, como uma alavanca, por baixo do acelerador da carreta, o veículo deu aquela pinicada, um tranco do freio, o acelerador preso, despejou uma carga super generosa de gasolina super Premium aditivada (ele vende batizada, mas só usa da melhor no seu carro velho) em cima dos 12 pistões, (há muito tempo os 300 cavalos não recebiam tanta “ração”) o motor rugiu como se fosse um velho de 90 anos tomando 30 comprimidos de Viagra, misturado num copo de chá de pau de resposta com raspa de pau de quati, (O verdadeiro raspado para cima, se raspar ao contrario o efeito é negativo.).
Meninos! a carreta corcoveou feito touro xucro, dizem até que levantou a frente três palmos do chão, queimou os pneus, e partiu fundando adentro da confusão, Júlio capenga, arregalou os olhos, quase saindo da caixa, berrou:
VALEI-ME SÃO BENEDITO! QUE É CRIOLO E É SANTO. MINHA SANTA GENOVEVA, MEU JESUS CRISTINHO... Como nada deu certo abriu a porta da carreta e pulou fora. (Dizem as más línguas, que a confusão era tanta que os santos já tinham cruzado os braços deixando os humanos resolver suas atrapalhadas sozinhos).
Moral da estória, ou história?
A carreta a uma velocidade não computada, pois o velho velocímetro estourou, atingiu o caminhão de feo que ainda continha uns 20 botijões de gás, bem no instante que Fafá acendia mais uma bomba caseira, com isso derramando o combustível inflamado sobre eles. Feo tentou pular mais foi “ajudado” pela 1ª explosão, parte da carga da carreta também inflamou, com o choque os 19 botijões foram lançados para o alto já em ignição, enquanto os restos da carreta se amassavam, juntando num pacote só o ônibus, o caminhão, a cabine dupla rosa Pink, três carros fortes, cinco viaturas, quatro carros de escolta armada, um helicóptero e vários carros de cidadãos não avisados...
A 2ª explosão foi causada pelos 19 botijões, que estouraram ao mesmo tempo, fazendo algo parecido como uma bomba atômica, afastando as camadas de ar, depois o efeito elástico as comprime de novo. Neste momento o pó de neve a erva que a carreta transportava, foi misturado sobre as cabeças dos litigantes. Ora um barulho ensurdecedor tipo:
CAaaaaa BRUUUUUUU!!!!!!!!!!!
E todo mundo ficou doidão, o pó entrava pelas narinas misturado com o éter e a fumaça da erva inflamada pelo combustível.
Era uma cena indescritível, todos de olhos arregalados, andando de um lado para o outro, ou para lugar nenhum, totalmente, infinitamente, incomensuravelmente... Chapados... E ninguém tinha consciência do que tinha acontecido, nem por que estava ali...
Menos eu que saltei do ônibus logo quando a confusão começou...
Ora pessoal, acreditem em mim, alguém tinha que contar para vocês.
Alguém com total i m p a r c i a l i d a d e.
AH! AH! AH!!!
Aloisio Batista
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